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#CAIXA | 24/02/2026
Empregados apoiam candidatura de Fabi Uehara para Conselho de Administração da Caixa

Eleição virtual ocorre de 4 a 6 de março, quando todos os empregados da ativa podem votar.

A Fetrafi-RS, a Contraf-CUT, a Fenae, APCEFs e diversas outras entidades representativas dos empregados da Caixa Econômica Federal apoiam a candidatura de Fabiana Uehara para a representação dos trabalhadores no Conselho de Administração (CA) do banco. A votação do primeiro turno acontece entre os dias 4 e 6 de março. Todos os empregados da ativa têm direito a voto.

“A representação no CA é uma conquista histórica dos trabalhadores e constitui um dos poucos espaços institucionais onde a realidade do dia a dia das unidades pode chegar diretamente ao nível mais alto de decisão da empresa”, afirmou o presidente da Fenae, Sérgio Takemoto.

O Conselho

O Conselho de Administração é o órgão máximo de governança da Caixa. É ali que são discutidas e aprovadas decisões que impactam diretamente a organização do trabalho, programas internos, políticas de pessoal, abertura e fechamento de unidades, além das prioridades estratégicas do banco. Na prática, muitas das medidas que chegam às agências e departamentos começam nesse espaço.

Atualmente, a legislação impede que a representação dos empregados no Conselho de Administração participe da discussão e deliberação pelo CA de pautas relacionadas diretamente às relações de trabalho. Não obstante, o atual mandato da representante eleita leva as preocupações, demandas e visão dos empregados a todos os fóruns dos quais participa.

Segundo o coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Felipe Pacheco, a eleição é determinante para a defesa dos direitos da categoria. “Sem a representação dos trabalhadores, o debate fica restrito à lógica financeira. A presença de um conselheiro eleito garante que a direção do banco ouça a realidade das unidades antes de tomar decisões que afetam diretamente a vida dos empregados e o atendimento à população”, explicou.

Nossa voz no CA

Durante o atual mandato, Fabi Uehara levou ao Conselho demandas relacionadas às condições de trabalho, defesa da Caixa 100% Pública e de seu papel social. A atuação foi baseada na escuta permanente dos empregados e na cobrança institucional junto à direção.

Entre os temas apresentados no CA estão os impactos do programa Super Caixa, follow-on da Caixa Seguridade, metas e organização do trabalho, Saúde Caixa e alteração do estatuto do banco, fechamento de unidades, necessidade de contratações e problemas operacionais nas agências.

Para a secretária de Formação da Contraf-CUT e empregada da Caixa, Eliana Brasil, a representação cumpre papel essencial na governança. “O Conselho de Administração decide questões estratégicas. Ter uma representante eleita significa levar para dentro dessas discussões a experiência concreta de quem atende a população todos os dias. Isso qualifica as decisões e protege tanto os empregados quanto o caráter público do banco”, ressaltou.

Novas propostas

A candidatura propõe aprofundar a atuação em quatro frentes principais:

1. Condições de trabalho: levar ao Conselho os efeitos reais das metas e da sobrecarga e cobrar planejamento antes de reestruturações.
2. Saúde e qualidade de vida: acompanhamento permanente do Saúde Caixa e prevenção do adoecimento relacionado ao trabalho.
3. Valorização dos empregados: defesa de contratações e discussão sobre os impactos da redução do quadro.
4. Caixa pública forte: defesa do papel social e debate sobre a transformação do banco, que atravessa fechamento de agências de varejo e criação de outras tipologias, com impactos sobre os empregados e o atendimento à população.

De acordo com o diretor da Contraf-CUT e representante da entidade na CEE, Rafael de Castro, a eleição tem impacto direto no cotidiano das unidades. “As decisões estratégicas do banco passam pelo Conselho. Ter uma representante comprometida com a categoria ajuda a antecipar problemas e buscar soluções antes que eles cheguem às agências. Por isso, a participação dos empregados é fundamental”, destacou. “Além disso, é importante o apoio de Contraf-CUT, da Fenae e de diversas entidades para aumentar a força da representação e reforçar o compromisso com o conjunto dos trabalhadores”, completou.

Quem pode votar e como participar

Podem votar todos os empregados da Caixa em atividade, das agências e unidades administrativas.

A votação é eletrônica e realizada pelo sistema interno do banco:

1.    Acesse a rede interna da Caixa
2.    Entre no sistema de votação: eleicao.caixa.gov.br
3.    Utilize sua matrícula e senha
4.    Escolha 0001 - Fabiana Uehara
5.    Confirme o voto

O processo leva poucos minutos. Caso haja segundo turno, a votação ocorrerá entre 18 e 20 de março, com as duas candidaturas mais votadas.

Importância da participação

A eleição define quem levará à direção do banco a realidade das agências, as preocupações com as condições de trabalho e a defesa da Caixa pública.

“Não participar significa deixar que decisões estratégicas sejam tomadas sem a voz de quem está no dia a dia de trabalho na Caixa. A presença dos trabalhadores no Conselho fortalece a democracia interna e melhora a qualidade das decisões”, reforçou Felipe Pacheco.

De 4 a 6 de março, vote 0001. Quem trabalha na Caixa precisa ser ouvido onde as decisões são tomadas.


Fonte: Contraf-CUT

 

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