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Campanha Nacional | 17/07/2026
Após pressão do movimento sindical, cerca de 600 trabalhadores retornam à categoria bancária no Santander

A mobilização do movimento sindical conquistou uma importante vitória na luta contra a terceirização irregular no Santander. Após anos de denúncias, negociações, manifestações e pressão das entidades representativas dos bancários, cerca de 600 trabalhadores contratados de forma irregular pelo banco voltaram a integrar a categoria bancária.

O resultado representa mais um avanço na defesa dos direitos da categoria e reforça a importância da organização dos trabalhadores para combater práticas que precarizam as relações de trabalho e retiram direitos garantidos pela Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).

Para o diretor do SindBancários e representante do Rio Grande do Sul na Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, Luiz Cassemiro, a decisão representa um avanço importante para a categoria, mas também evidencia a necessidade de manter a luta contra a terceirização no setor bancário. "Essa é uma importante vitória da organização e da pressão do movimento sindical, mas também reforça a denúncia que fazemos há anos sobre a política de terceirização do Santander para reduzir direitos e enfraquecer a categoria bancária. O retorno desses cerca de 600 trabalhadores é um avanço, mas seguiremos lutando para que todos os que exercem atividades bancárias sejam devidamente enquadrados e tenham garantidos os direitos da nossa Convenção Coletiva de Trabalho", salienta.

A coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, Ana Marta Lima, destaca que a conquista é fruto de uma atuação permanente do movimento sindical. "Ao longo dos últimos anos, o movimento sindical realizou atos, manifestações, campanhas e diversas ações para denunciar o processo de terceirização e a contratação irregular de trabalhadores que exerciam atividades tipicamente bancárias, mas sem os direitos garantidos pela Convenção Coletiva de Trabalho da categoria. Esse resultado demonstra que a mobilização coletiva faz a diferença", afirma.

Apesar do avanço, Ana Marta ressalta que a medida ainda está longe de reparar todos os impactos causados pela política adotada pelo banco. "O retorno de aproximadamente 600 trabalhadores representa apenas uma pequena parcela diante do amplo processo de terceirização implementado pelo Santander nos últimos anos. Esperamos que o banco continue revendo essa prática e reintegre todos os trabalhadores que desempenham atividades bancárias à categoria, assegurando os mesmos direitos e condições de trabalho", acrescenta.

Para a secretária de Relações Internacionais da Contraf-CUT e funcionária do Santander, Rita Berlofa, a conquista reforça a importância da organização dos trabalhadores na defesa da categoria. "Esse é um resultado importante da atuação firme e persistente do movimento sindical em defesa dos bancários. A terceirização irregular enfraquece direitos, fragmenta a categoria e amplia a precarização das relações de trabalho. Continuaremos mobilizados para que todos os trabalhadores que exercem atividades bancárias tenham seus direitos reconhecidos e sejam enquadrados na categoria, com acesso às garantias previstas na nossa Convenção Coletiva."

Mobilização continua
A luta, no entanto, continua. A campanha "Exterminador do Futuro", criada para denunciar a substituição de bancários por trabalhadores terceirizados, segue mobilizando a categoria. O objetivo é manter a pressão para que o Santander deixe de adotar qualquer modalidade de contratação irregular ou terceirização de atividades tipicamente bancárias. A defesa dos empregos, da valorização profissional e dos direitos dos trabalhadores passa pelo enfrentamento permanente dessas práticas.

Além disso, em meio à Campanha Nacional dos Bancários 2026, o movimento sindical reforça a importância da mobilização da categoria para garantir a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho e conquistar novos avanços para os trabalhadores.

 

Fonte: Contraf-CUT

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