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#BRADESCO | 23/03/2026
COE Bradesco debate PPR, educação e condições de trabalho em reunião com o banco

Encontro realizado em 20 de março tratou do programa "Supera", controle de jornada, projeto de auxílio educação e mudanças no conglomerado de saúde.

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco se reuniu com a direção do banco na última sexta-feira, 20 de março, para discutir uma série de temas de interesse dos trabalhadores, com destaque para o Programa de Participação nos Resultados (PPR), iniciativas de qualificação profissional e questões relacionadas às condições de trabalho.

Um dos principais pontos da reunião foi o debate sobre o programa de PPR “Supera”. A COE iniciou a discussão sobre a ampliação do programa, com a possibilidade de inclusão de novas áreas — Atacado, Wealth, Tesouraria e Pesquisa Econômica. Também foram tratadas questões relacionadas à renovação do acordo, assinado no ano passado.

Entre as reivindicações do movimento sindical estão o aumento do valor fixo do PRB (Programa de Remuneração Bradesco, criado em 2025 e atrelado ao novo PPR "Supera"); a redução do percentual de ROAE (Retorno sobre o Patrimônio Líquido) exigido para o pagamento do PRB; e a inclusão das bancárias em licença-maternidade no recebimento do “Supera”. Além disso, foram levantadas preocupações sobre o cumprimento de metas, o esvaziamento de carteiras e a transparência no acompanhamento do desempenho individual. O banco se comprometeu a analisar os pontos apresentados e dar retorno à comissão.

"Cobramos melhorias no programa Supera e a participação nas discussões sobre o auxílio-educação, uma reivindicação histórica dos funcionários do Bradesco. Infelizmente, os representantes do banco não avançaram em nenhuma dessas propostas. Limitaram-se ao comprometimento de encaminhar nossas demandas à direção e dar um retorno em uma próxima reunião. Seguiremos cobrando uma resposta positiva do banco", enfatizou o representante do RS na COE Bradesco, Everton Gimenis.

Outro tema abordado foi a plataforma “Único Skill”, relacionada ao auxílio educação. A COE questionou o banco sobre informações divulgadas na mídia, e o Bradesco esclareceu que se trata de um projeto piloto iniciado em dezembro de 2025, com duração prevista até junho de 2026. A iniciativa oferece bolsas de estudo para cerca de 5 mil trabalhadores, sendo 2 mil da rede e 1,3 mil da área de tecnologia. Caso os resultados sejam positivos, o banco afirmou que poderá discutir a ampliação do programa com a comissão, inclusive com a possibilidade de inclusão em acordo coletivo.

A comissão também manifestou preocupação com a dispensa do controle de ponto eletrônico para um grupo específico de trabalhadores: os ocupantes do cargo de Gerente de Relacionamento Empresas, sob a justificativa de realização de trabalho externo. Para a COE, a medida é insegura e pode abrir margem para irregularidades. Com a implementação de um novo sistema que permite o registro de jornada via notebook, a representação dos trabalhadores solicitou a revisão da decisão. O banco informou que está avaliando o pedido.

Durante a reunião, a COE ainda questionou o Bradesco sobre notícias relacionadas a mudanças no conglomerado de saúde do banco. A instituição esclareceu que as alterações não impactam os funcionários, seus benefícios ou a apólice da Bradesco Saúde, que permanecem inalterados.

Segundo o banco, houve uma reorganização estrutural com a consolidação dos negócios de saúde sob a Odontoprev, que passará a atuar como uma holding, sob o nome BradSaúde. A proposta é simplificar a gestão, aumentar a eficiência e criar um ecossistema integrado, reunindo operadoras de planos, hospitais, laboratórios e plataformas tecnológicas.

Para a coordenadora da COE Bradesco, Erica de Oliveira, o encontro foi importante para reforçar as pautas prioritárias da categoria. “Seguimos cobrando avanços concretos do banco, especialmente em temas que impactam diretamente a vida dos trabalhadores, como remuneração, condições de trabalho e acesso à qualificação. Vimos com muito espanto a questão da Único Skill, pois o pagamento do auxílio educação é uma das nossas bandeiras de luta mais antigas, da qual nunca abrimos mão. E queremos participar de todas as etapas desse processo”, destacou.


Fonte: Contraf-CUT

 

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