Deise Menezes participou de debates em Brasília sobre combate à violência de gênero, inclusão no mercado de trabalho e desafios da próxima campanha nacional dos bancários.
Nos dias 2 e 3 de março, dirigentes sindicais se reuniram em Brasília para discutir políticas de igualdade de gênero no sistema financeiro e os desafios políticos e sindicais da categoria bancária.
Representando a Fetrafi-RS e as mulheres do Rio Grande do Sul, Deise Menezes destacou a necessidade de fortalecer iniciativas concretas para enfrentar a violência contra as mulheres e reduzir desigualdades no mundo do trabalho.
Dados para orientar políticas de combate às desigualdades
Durante as atividades do primeiro dia, um dos pontos centrais foi a ampliação da produção e utilização de dados estatísticos para subsidiar políticas públicas e ações institucionais voltadas à equidade.
A dirigente também defendeu mudanças nos critérios de acesso ao emprego bancário, com foco na ampliação de oportunidades. "Precisamos superar a lógica das indicações e avançar para um modelo que garanta igualdade de oportunidades. Não podemos reproduzir práticas do passado que privilegiavam alguns em detrimento da maioria", afirmou.
Inclusão feminina nas áreas de tecnologia
Outro tema discutido foi a ampliação da presença de mulheres nas áreas de tecnologia.
Segundo Deise, parcerias com organizações especializadas em formação tecnológica podem contribuir para ampliar o acesso feminino ao setor. "Iniciativas como Programaria e Laboratoria buscam desenvolver potencialidades e capacitar mulheres para atuar em tecnologia, abrindo portas no mercado de TI e inteligência artificial", explicou.
Formação sindical e redes de apoio às vítimas
No debate sobre violência de gênero, foi ressaltada a importância da formação sindical e da criação de redes de acolhimento.
Para a dirigente, o programa "Basta" é uma ferramenta estratégica do movimento sindical, pois prepara dirigentes para receber denúncias e encaminhar casos de violência com orientação adequada e sensibilidade.
Deise também defendeu maior compromisso institucional no enfrentamento ao machismo. "Sindicatos e bancos precisam assumir a responsabilidade de combater o patriarcado e o machismo. Já passou da hora de mudar comportamentos e assumir esse compromisso", pontuou.
Durante o encontro, representantes da Fenaban também sinalizaram a revisão de práticas institucionais e a ampliação de ações educativas, incluindo a elaboração de uma cartilha voltada aos homens para conscientização sobre violência de gênero.
Campanha Nacional e desafios da categoria
No dia 3 de março, o Comando Nacional dos Bancários debateu o tema “Pagar as contas e ter saúde”, que orienta as prioridades da próxima campanha nacional.
Entre os principais eixos discutidos estão aumento real de salários; valorização do piso da categoria; ampliação da PLR; saúde e bem-estar no trabalho; combate ao adoecimento; defesa do emprego diante das novas tecnologias; e maior regulação do sistema financeiro.
Formação política e eleições de 2026
Para Deise Menezes, o diálogo com a base será fundamental para enfrentar os desafios do próximo período. "O desencanto é visível, inclusive dentro das instituições sindicais. Precisamos fortalecer a formação e o debate político para conscientizar a classe trabalhadora sobre a importância de um sindicato forte e comprometido com a vida das pessoas", afirmou.
Sobre as eleições de 2026, a dirigente ressaltou a necessidade de unidade no campo progressista. "Isso exige ativismo, liderança e formação. Precisamos preparar nossas dirigentes e dirigentes para conduzir a campanha nacional e organizar a classe trabalhadora para eleger representantes comprometidos com os direitos dos trabalhadores", concluiu.
Fonte: Assessoria de Comunicação da Fetrafi-RS