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#CAIXA | 12/01/2026
Caixa faz 165 anos em meio à luta contra o fechamento de agências e regras injustas do Super Caixa

Em alusão aos 165 anos da Caixa Econômica Federal, completados nesta segunda-feira (12/01), a Fetrafi-RS e o SindBancários Porto Alegre e Região promoveram um ato em frente ao Edifício Querência, na Praça da Alfândega, no Centro Histórico da capital gaúcha. Em várias cidades do interior do RS também aconteceram manifestações em defesa da Caixa como banco 100% público. 

A mobilização integra o Dia Nacional de Luta contra o fechamento de agências e por mudanças nas regras do Super Caixa. Dirigentes das entidades distribuíram material informativo, dialogaram com trabalhadores e com a população e reforçaram a defesa da Caixa como instituição pública, estratégica e essencial ao desenvolvimento do país. No local, também foi servido bolo em celebração ao aniversário do banco.

Em Pelotas, cidade em que uma importante agência da Caixa foi fechada no final de dezembro, os bancários promoveram ato em defesa do banco que funciona como um braço do governo federal dentro das comunidades, viabilizando as políticas públicas.

"Hoje comemoramos a trajetória de uma instituição que sempre cumpriu um papel social fundamental no atendimento à população que mais precisa. Por isso, é dia de valorizar seus trabalhadores e reafirmar a defesa de uma Caixa 100% pública, forte e comprometida com o interesse social. Quem cuida do Brasil merece ser cuidado. Que a Caixa siga pública, forte e a serviço do povo, rumo aos seus 200 anos", disse Lucas Cunha, diretor do Sindicato dos Bancários de Pelotas e Região e representante do RS na CEE Caixa.

Pelotas

Lucros em alta, direitos em risco

A Caixa celebra mais um aniversário em meio a profundas contradições. Enquanto os lucros crescem de forma expressiva, avançam o fechamento de agências, a redução da presença territorial e os impactos negativos para trabalhadores e comunidades que dependem do banco público.

Em sua fala, Sabrina Muniz, secretária-geral do SindBancários e representante dos trabalhadores do RS na Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, destacou a dedicação cotidiana dos empregados e o clima de insegurança instalado no banco.

“Nossos colegas trabalham todos os dias, em todos os cantos do Brasil, para suprir as necessidades das pessoas. Mas vemos muita incerteza e insegurança, com fechamentos de unidades e mudanças constantes que pegam os trabalhadores de surpresa. O sentimento no banco é de tensão e pressão para atingir resultados”, afirmou.

Fechamento de agências prejudica todos

Desde 2017, a Caixa já fechou 196 agências, com um enxugamento acelerado em 2024 e 2025. Para os empregados, o cenário tem sido de descomissionamentos, perda salarial, sobrecarga e adoecimento, mesmo diante do compromisso do banco de que não haveria prejuízos.

Em muitos municípios, a Caixa é o único ponto de atendimento bancário, fundamental para quem depende de programas sociais e não tem acesso à internet ou aos serviços digitais.

Para Luciano Fetzner, presidente do SindBancários, o banco público tem plena capacidade de crescer sem abandonar sua função social. “A Caixa é o banco mais importante da história do país e nós precisamos protegê-lo. Como empresa pública, deve tratar bem funcionários e clientes e seguir sendo catalisadora de políticas públicas, programas sociais, financiamentos habitacionais acessíveis e tudo o que a população precisa que o sistema financeiro faça”, defendeu.

O movimento sindical reivindica a suspensão imediata dos fechamentos, a recomposição da rede física e o fortalecimento da Caixa como banco público estratégico para o desenvolvimento e a inclusão social.

Banco público é resistência e acesso a direitos

O diretor do SindBancários Paulo Caetano destacou a importância histórica da Caixa no atendimento à população mais precarizada. “A Caixa nasceu a partir das poupanças de pessoas escravizadas que buscavam comprar sua alforria. Desde sua origem, o banco está conectado à população mais explorada da sociedade brasileira, e segue cumprindo esse papel até hoje, por meio de diversos programas sociais”, ressaltou.

O caráter popular e resistente da instituição foi reforçado pelo diretor Guaracy Padilha. “Celebramos os 165 anos de um banco que é patrimônio do povo brasileiro. A Caixa tem uma história de resistência às tentativas de privatização e fatiamento, sempre com a participação ativa dos empregados”, afirmou.

Super Caixa: do jeito que está, não dá!

Outro eixo central da mobilização é a crítica ao Super Caixa. Imposto sem negociação, o programa de remuneração variável criou regras complexas, injustas e punitivas. Mesmo quem cumpre suas metas pode ficar sem comissão se a agência não atingir indicadores fora de seu controle.

O resultado é mais pressão, conflitos no ambiente de trabalho, desmotivação e aumento dos riscos à saúde mental dos empregados. Conforme o diretor do Sindicato, Tiago Vasconcellos, o questionamento é sobre o tratamento que a Caixa tem dado aos empregados. 

“Os colegas têm chamado o programa de 'Super Fraude', pois vendem, vendem, vendem e não recebem comissão. Então o banco tem que melhorar isso, rever, sentar à mesa de negociação com a representação dos empregados para que possamos realmente ter um programa que reconheça o trabalho dos colegas”, pontuou.

O SindBancários, a Fetrafi-RS, a Contraf-CUT, a Fenae e demais entidades defendem: suspensão do Super Caixa para debate e revisão; garantia de que o programa não substitua nem reduza a PLR; metas justas, transparentes e com proteção à saúde mental dos trabalhadores.

Para pressionar a Caixa, foi criado o abaixo-assinado “Vendeu, recebeu!”, que cobra regras justas e respeito aos trabalhadores. Acesse e assine: https://www.change.org/p/campanha-vendeu-recebeu 

Defender a Caixa é defender direitos, empregos e o futuro do país. A luta continua!


Fonte: SindBancários Porto Alegre

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