A holding Santander encerrou junho de 2026 com 47.327 empregados, após eliminar 6.591 postos de trabalho em 12 meses, sendo 2.334 vagas fechadas apenas no primeiro semestre deste ano. No mesmo período, a base de clientes cresceu em 3,5 milhões, alcançando 72,3 milhões de clientes, enquanto o banco fechou 178 agências e 179 Postos de Atendimento Bancário (PABs).
Para o diretor do SindBancários, Luiz Cassemiro, os números reforçam a necessidade de o banco rever sua política de gestão de pessoas. “Os resultados reforçam aquilo que temos defendido na mesa de negociação: o Santander precisa mudar sua política de gestão de pessoas. Não basta buscar eficiência reduzindo custos às custas dos trabalhadores. Quem faz o banco acontecer diariamente merece valorização, condições dignas de trabalho e respeito. Esperamos que o banco demonstre, nas negociações deste ano, disposição para avançar em pautas que melhorem a vida dos funcionários e a qualidade do atendimento prestado à sociedade”, afirmou.
Para a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, Ana Marta Lima, os números demonstram que o banco insiste em uma estratégia equivocada de gestão, especialmente no que diz respeito à política de pessoal. “O banco continua reduzindo postos de trabalho, ampliando a terceirização e fechando agências como forma de cortar custos. Essa estratégia sobrecarrega quem permanece nas unidades, compromete a qualidade do atendimento prestado à população e ignora a contribuição dos trabalhadores para os resultados da empresa”, afirma.
Na avaliação da secretária de Relações Internacionais da Contraf-CUT e funcionária do Santander, Rita Berlofa, os resultados reforçam a necessidade de o banco rever sua política para os trabalhadores brasileiros. “Apesar da redução no Brasil, o Grupo Santander registrou lucro global de € 7,328 bilhões no primeiro semestre, alta de 14,9% em relação ao mesmo período de 2025. A operação brasileira respondeu por 14,9% do resultado mundial do grupo, demonstrando a importância do país para os resultados da instituição.”
Fonte: Contraf-CUT