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#ITAÚ | 17/03/2026
Itaú fecha agências, corta empregos e amplia pressão sobre bancários

Dia Nacional de Luta, nesta terça (17/03), denunciou impactos da reestruturação do banco, que combina lucros bilionários com redução do atendimento presencial.

Bancários de todo o país realizaram o Dia Nacional de Luta contra o fechamento de agências e as demissões no Itaú, denunciando os impactos da reestruturação promovida pelo banco sobre trabalhadores e a população. No Rio Grande do Sul, aconteceram manifestações na capital, Porto Alegre, e em várias cidades do interior do estado.

Mesmo com resultados bilionários, o Itaú Unibanco segue reduzindo sua estrutura. Em 2025, a holding encerrou o ano com 82.693 trabalhadores no Brasil, após eliminar 3.535 postos de trabalho em 12 meses, sendo 916 apenas no último trimestre. No mesmo período, o banco fechou 319 agências físicas, enquanto ampliou sua base de clientes em 1,8 milhão, ultrapassando a marca de 100 milhões.

Para o movimento sindical, os números escancaram uma contradição: o banco cresce, aumenta sua base de clientes e mantém alta lucratividade, ao mesmo tempo em que reduz o atendimento presencial e enxuga o quadro de funcionários.

Superlotação e piora no atendimento

O fechamento de unidades tem provocado superlotação nas agências remanescentes, com filas extensas, demora no atendimento e dificuldade para a resolução de demandas básicas.

Clientes são obrigados a se deslocar para unidades mais distantes, que muitas vezes não possuem estrutura física nem número suficiente de trabalhadores para absorver o aumento da demanda.

Sobrecarga e adoecimento 

A reestruturação também tem impactado diretamente os bancários. Dados apontam que 79% dos trabalhadores atingidos foram realocados — frequentemente em condições inadequadas —, enquanto 18% foram desligados e 3% pediram demissão diante da pressão.

Relatos indicam aumento das metas, intensificação da cobrança por resultados e crescimento dos casos de adoecimento, como estresse, ansiedade e depressão.

Para a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú, Valeska Pincovai, a política adotada pelo banco é inaceitável. “Manifestamos profunda preocupação e repúdio diante do fechamento contínuo de agências promovido pelo Itaú. Não se trata apenas de uma decisão administrativa, mas de uma escolha que impacta diretamente a vida dos trabalhadores e da população. Os bancários estão cada vez mais sobrecarregados, adoecidos e submetidos a uma pressão constante por resultados. Ao mesmo tempo, o banco amplia seus lucros e reduz o atendimento presencial, prejudicando principalmente as regiões mais vulneráveis. O lucro não pode estar acima da dignidade humana. É preciso suspender esse processo, abrir diálogo com as entidades sindicais e garantir condições dignas de trabalho e atendimento de qualidade para toda a população”, afirmou.

Exclusão bancária e falta de compromisso social

O movimento sindical alerta que o fechamento de agências aprofunda a exclusão bancária, especialmente para idosos, pessoas com dificuldade de acesso à tecnologia e moradores de regiões periféricas.

Diante desse cenário, a Contraf-CUT orienta os clientes prejudicados a registrarem reclamações nos Procons, denunciando problemas como superlotação e falhas no atendimento.

A entidade reforça que seguirá mobilizada na defesa dos empregos, da saúde dos trabalhadores e de um modelo de atendimento bancário que atenda, de fato, às necessidades da população.

 

    

  


Fonte: Contraf-CUT

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