Atenção! O Portal dos Bancários RS utiliza cookies neste site, eles são utilizados para melhorar a sua experiência de uso e estatísticos.

#EMPREGO | 26/06/2024
Emprego no setor bancário cai e aumenta o número de autônomos no ramo financeiro

Estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudo Socioeconômicos (Dieese) aponta que, nos últimos 12 meses, houve um saldo positivo no que se refere ao emprego no ramo financeiro, com abertura de 24 mil postos de trabalho, uma média de 2 mil postos/mês. Em contrapartida, no setor bancário, registrou-se um saldo negativo de 3.325 vagas no último ano. Esse resultado poderia ser ainda pior se não fossem as vagas criadas via contratação do Banco do Brasil, pois os bancos múltiplos com carteria comercial extinguiram 3.848 nesse mesmo período. 

O levantamento do Dieese mostra um aspecto preocupante dessa "migração" de bancários, maioria demitida sem justa causa, para outros setores do ramo financeiro (crédito cooperativo, empresas de seguros, planos de previdência complementar, etc): jornada média de trabalho superior a do trabalhador bancário e remuneração média inicial inferior. "Essa migração do emprego significa a precarização do trabalho bancário. Os próprios bancos tradicionais estão também terceirizando serviços claramente bancários. É preciso regulamentar o conjunto do Ramo Financeiro antes que todos os trabalhadores acabem virando autônomos para que o setor lucre cada vez mais", alerta o diretor da Fetrafi-RS e membro do Comando Nacional dos Bancários, Juberlei Bacelo.

A queda do emprego no setor bancário se dá devido ao fechamento de agências. Para se ter uma ideia, em 2013 havia 22.918 agências bancárias no Brasil, contra 16.766 em 2023. Ou seja, nos últimos 10 anos foram fechadas 6.152, deixando milhares de bancários(as) e desempregados(as) ou realocados(as) em subempregos. Vale ressaltar que os bancos privados lideram com folga o ranking dos que mais fecharam agências, sendo responsável por 88% das agências que encerraram suas atividades nos úiltimos 5 anos (3,2 mil no total).

Esse quadro de demissões em massa e fechamento de agências reflete negativamente em quem utiliza os serviços dos bancos, uma população que só cresce. Sem agência, sem o caixa físico e sem o gerente para tirar dúvidas, o cliente é obrigado a resolver tudo através dos meios digitais. Acontece que boa parte não se sente apta do ponto de vista tecnológico, o que abre ainda mais brechas para golpes e calotes. 

Na campanha salarial de 2024, um dos principais temas é a manutenção do emprego bancário, tão necessário para um bom atendimento à população. Até porque, com um lucro recorde em 2023 (R$ 144 bilhões), os bancos não precisariam demitir. 

Leia >> Comando Nacional cobra a garantia de empregos e ultratividade do acordo

 

Fonte: Assessoria de Comunicação da Fetrafi-RS


 

OUTRAS MATÉRIAS
Campanha Nacional | 15/05/2026
Comando Nacional propõe “Pacto pela saúde dos bancários”
Movimento sindical denuncia correlação entre aumento expressivo de afastamentos por doenças mentais e a prática de gestão por metas abusivas.
Banco do Brasil | 15/05/2026
Associados da Cassi já podem votar no Relatório Anual 2025; Contraf-CUT orienta aprovação
Votação segue até 25 de maio e permite que funcionários do Banco do Brasil acompanhem e fiscalizem a gestão da Caixa de Assistência
Campanha Nacional | 15/05/2026
Confira a data dos Encontros Estaduais dos Bancários por bancos
Entre os dias 19 e 30 de maio, a categoria se reúne para construir coletivamente as pautas da Campanha Nacional dos Bancários